quinta-feira, 14 de maio de 2009

APERTEM NÃO SÓ OS CINTOS

Hoje em vou falar dos apuros a bordo de aviões, onde o sentido de pressurização tem dupla ação nos corpos... digamos mais nutridos, poltrona do meio nem pensar ainda mais se você tiver que se sentar entre desconhecidos, lembro do tempo do Focker 100 eu usava a janelinha para encaixar o ombro ou ficava na do corredor esperando o carrinho do serviço de bordo atropelar seu ombro, já tive o azar de usar algumas vezes a poltrona central (era o que tinha) e digo azar mesmo por que nunca tive o prazer de voltar amontoado com alguém interessante, na hora de sair basta desafivelar e espirrar para cima, nosso assento parece ejetável (além de flutuante) .

Lógico que se for um vôo que disponha de classe executiva e primeira classe o desconforto geralmente só ocorre quando a fatura do cartão chega, mas eu sempre preferi usar essa grana para trazer um pouco mais muambas, coisas de Barbie: camisetas Abercrombie & Fitch, Perfumes, Calça Diesel enfim o uniforme.

Os rapazes da tripulação andam tão turbinados quanto a aeronave, eles passam bem pelo corredor afinal os braços e ombros fazem bom uso do espaço oferecido por cima da cabeça dos passageiros e o serviço de bordo transcorre no mais absoluto conforto (para eles), só fico imaginando em caso de emergência se um deles acaba se entalando nas saídas de emergência, acredito que eles sejam os últimos a sair, porém na hora do susto sabe Deus.

Quanto comida não temos mais que reclamar, eu sou do tempo que serviço de bordo era feito com talheres de metal, prato de tamanho normal e comida de verdade, agora não temos que nos preocupar com a balança, afinal malhação e barrinha de cereal têm tudo haver.

Banheiro de avião sempre foi pequeno, o que servia para observar os gordinhos que se dirigiam para usá-los agora também serve para adivinhar o que o pessoal mais fortinho está indo fazer por lá, se a Barbie entrar de frente é xixi, se entrar de costas é coco e se entrar de lado foi só uma olhada no “look”, pois o comissário é gato!

Vou aproveitar para contar uma piada (aliás, acho que sou uma piada, pelo menos meus pais nunca me levam a sério).

O comissário oferece bebida à Barbie que está sentada ao lado de um beato dentro de um avião.
A barbie (chique, lógico) pede uísque com gelo!
O senhor quer o mesmo que ele? pergunta a aeromoça ao religioso.
O cabra fica indignado :
- Prefiro ser agarrado selvagemente e estuprado por um negão, do que botar uma gota de álcool na boca!
A barbie escuta e devolve o uísque a0 comissário:
Desculpe .. Eu não sabia que tinha outra opção...
Também quero o negão...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

SOLTEM OS DRAGÕES

Hoje nem deveria postar nada, estou meio chateado, mas também acho legal usar o canal para me expressar, mesmo que não nos meus melhores dias!

Nos contos da carochinha (abrasileirando o conto de fadas), depois do casamento príncipe com o seu amado (me dêem licença) a minha história possuí dois príncipes, demos folga para a Cinderela, Rapunzel e todas as demais Divas dos contos encantados, voltando ao assunto união “eterna” sob as bênçãos das fadas madrinhas, élfos e toda legião encantada do bem, as histórias terminam com um “foram felizes para sempre”. O fascínio pelo sonho de um amor eterno continua presente até mesmo entre as “Barbies”.

Mas, ao contrário do que desejariam os que embarcam no sonho da união perfeita, príncipes e príncipes (já pedi licença minha versão é gay) transformam-se com freqüência nos sapos, ogros e bruxos que dão origem a todo tipo de brigas, distanciamentos e separação (não necessariamente nessa ordem). É quando o príncipe se arrepende do beijo inicial dado para despertar o belo adormecido que posteriormente se tornou o não tão belo e aborrecido.

Viver feliz para sempre é algo que só encontramos nos contos de fada e haja encantamento para manter a vida em comum 100% do tempo um mar de rosas, tolerância é uma poção que não pode faltar na dispensa de qualquer castelinho que se preze.

Ultimamente vi a torre, consegui avistar a figura adormecida no seu topo, porém não havia elevador ou escada rolante e a preguiça falou mais alto do que a encantamento, e afinal deixe-o dormir, sonhar é tão bom. Também tenho outras prioridades no momento, e enquanto essa magia toda não me incentiva continuarei caindo do cavalo (branco) e fugindo dos dragões.

sábado, 9 de maio de 2009

Geladeira da Barbie

Se fosse seguir a premissa que somos aquilo que comemos, poderia dizer que as Barbies só tomam sopa de músculos, mas estou aqui para dizer que isso é lenda, apreciamos muito uma boa carne. A Geladeira de uma Barbie que se preza deve conter mais que água e gelo, sendo também utilizada para manter as propriedades daquele creme de DMAE com Vitamina C que você mandou manipular na sua última visita ao dermatologista, se você se utiliza de GH parabéns mais um motivo para deixar esse eletro-doméstico ligado, nem poderia dizer que uma garrafa de Absolut poderia ocupar seu congelador, afinal para se consumir isso é preciso antes ter um bom fígado, e nós costumamos não ter por motivos óbvios.

Alimentação é quase tudo no nosso estilo de vida, os “carbos” meticulosamente utilizados apenas antes dos treinos e até o período vespertino, no supermercado todo produto alimentar que se pega na mão recebe alguns momentos de atenção para leitura do quadro informações nutricionais em busca das valiosas proteínas, ser Barbie é viver no limiar entre a fome o mínimo para manter e criar músculos.

Pode haver um dilema na história, uns querem ganhar massa, porém não querem ganhar peso!!! Explico, querem ganhar músculos rasgados já de primeira! Bicho se vc não têm genética de musculatura rasgada, se rasgue pois a coisa fica muuuito mais difícil!!

Na verdade é tudo uma questão de incentivo, para evitar as tentações quando a geladeira estiver uma pouco mais abastada em opções alimentares, coloque a foto daquele Deus Grego que você tanto admira na porta, com certeza ele será o guardião da sua dieta, você mudará imediatamente de idéia, pois lembrará que na vida existe outro pecado capital bem mais gostoso que a “gula” para ser cometido.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quem tem medo do Darkruim?

Confesso que sou do tempo em que Darkroom era o local onde se revelava fotos, hoje em dia servem para revelar pessoas, um lugar onde os mais lascivos instintos são colocados a “mostra”, aliás, (não mostra nada, é escuro). Outro dia conversando com um “amigo” ele acabou me contando sobre a voluptuosidade que esses ambientes exercem sobre ele, eu discordo, pois meu melhor tônico para libido é gente bonita e as claras.

Respeito o fetiche alheio, mas acredito que as pessoas que freqüentam esses lugares não sejam as mais interessantes, gosto de pessoas que assumem suas atitudes ou pelo menos coloquem a cara a tapa em suas investidas. Imagine você no escurinho (no bem “bom”) e subitamente alguém vai à porta do referido lugar e grita: “Marluce vamos embora que o metrô já começou a funcionar”, um gelo imediato percorre sua espinha dorsal e vem uma dúvida na cabeça (será que eu estou aqui traçando a Marluce?), isso tudo sem falar na possibilidade de no obscuro “affair” além de ter percorrido os mais recônditos locais de seu corpo, aproveitou-se para passar pelos bolsos e subtrair seus pertences.

Por isso eu chamo de Darkruim, se fosse bom era claro, daria prazer de ver e ser visto (um prato cheio para “vouyers”), Barbies são da luz por natureza (não aquela luz divina, angelical do bem) digo afinidade por holofotes, evidência, exposição da figura, pensaram que eu iria dar ponto positivo a categoria?

Assim como tendência tecnológica que vivemos onde a maioria das fotos são digitais e dispensam o uso do DarkRoom, quem sabe as pessoas comecem a se aceitar mais e evoluam no sentido de dispensarem o “Darkruim” afinal já no claro erramos tanto!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Boneca não, Boneco!

Bom com toda essa história de Barbie não poderia deixar de mostrar o Ricco Doll, minha miniatura feita pelo Maximiliano Porto, sim aquele mesmo que venceu o último Big Brother Brasil, quem quiser ver como o meu boneco foi confeccionado, veja no na página do max:

http://maxporto.spaces.live.com/blog/cns!74AA6021BFA50DE8!1026.entry



Foi um dos presentes mais legais que já ganhei e com toda essa minha altura, se ficar famoso poderei doar essa reprodução ao Museu de Cera de Madame Tussauds, pena que não é de cera e sim resina, o mantenho dentro de uma pequena vitrine de madeira pendurado na parede do meu quarto fechadinho com chave, já imaginou alguém fazendo um vooduzinho?!?!?!?! Encontrar sua miniatura cheia de alfinetes ou coberto de mel e formigas, Cruz Credo !!! Não sou supersticioso, mas sempre que sinto algo diferente dou uma checada no bibelô em exposição no seu pedestal, só por precaução! rs

Lembrei-me do romance de Oscar Wilde (tudo haver com Barbie) em “O Retrato de Dorian Gray” jovem que se envaidece de si mesmo (coisa de Barbie) e ao ver sua reprodução em uma pintura chega a vender a alma para conservar as caracteristicas da juventude enquanto quem recebe as marcas do tempo é a sua reprodução retratada, nem preciso dizer que essa história terminou bem mal para ele. Não quero ver meu bonequinho virando maracujá de gaveta enquanto eu fico com cara de botocado vitalício.

O Boneco ficou bem parecido, tá certo que quando foi feito eu não era tão Barbie, mas também o Maximiliano não era tão Max! Outro dia o coloquei do lado de uma boneca Barbie, para desespero do Ken, formamos um casal esteticamente muito mais bonito, ele tem traços muito suaves e acho que ela sempre curtiu uma coisa mais rústica. Também descobrimos algumas afinidades intelectuais como manter longos diálogos com ela sobre moda, cuidados pessoais e sem falar no egocentrismo.

Mas voltando ao Max, só mesmo um milionário na mídia para nos diminuir como pessoa!

domingo, 3 de maio de 2009

O COWBOY CRESCEU

Meu pai esses dias me lembrou o quanto gostava de brincar de cowboy, tudo iniciado por um Forte Apache que ganhei aos 5 anos de idade, chapéu na cabeça, lenço no pescoço e um revólver de brinquedo na mão, só muitos anos depois descobri o "sex appeal" que esses acessórios podiam proporcionar (com exceção da arma) afinal sexo por coação com arma de fogo só é bom para deixar a “coisa” da vítima mais apertadinha!!! RS

Deixando a brincadeira de lado pensei no fato que todo mocinho de filme guarda em si uma tristeza, uma experiência traumática que o torna eastwoodianamente blasé e durão. Esse personagem de Bang-Bang é afirmativo e categórico em seu silêncio, em seu apertar de olhinhos, na tragada seca e brucewiliana do rolinho de tabaco que nunca fumei e nem pretendo (do mundo de Malboro só aceito os cavalos).

Hoje é meio doido olhar para metade da minha família atônita com a suavidade que encaro minha “singularidade” não tão mais singular. A total condenação da leveza que levo minhas particularidades, minha auto-aceitação, da esperança que transformo em ação e me motiva, da iniciativa pelo novo, do investimento da minha própria existência como se eu pudesse passar os frutos das minhas conquistas materiais para um herdeiro direto e natural. A outra metade, os mais bem resolvidos (e felizes), foram arrebatados com a minha maneira de ser e formam a facção de pessoas mais equilibras, abertas e de bem com a vida que eu conheço. Pois pararam de pensar em regras e tradições, apenas conhecem e respeitam um mundo com pessoas distintas e toda carga de variáveis que isso possa trazer.

O Menino que brincava de Bang-Bang na sala e no quintal ainda é durão, corre atrás dos bandidos, salva a moçinha, apenas não pode beijá-la no final!

Sex and the Sampa City

Não sou colunista de sexo em nenhum jornal e tão pouco o mais equilibrado da minha turma, poderia arriscar o menos volátil, quem assistiu a série “Sex and the City” já se deparou com momentos homônimos da nossa própria vida afetiva nesta louca metrópole latina, uma versão tupiniquim da grande maçã.

É engraçado ver nos amigos traços de similaridade com os personagens da série, lógico são mulheres e algumas situações não nos cabem, mas mesmo assim tenho amigos Samanthas, versão masculina da loira fatal que sempre correm atrás de bons partidos (que nunca encontram) ou transas sem compromisso (que nunca fazem muito bem pro ego), há também os Charlotes que são românticos, sensíveis e que buscam longos relacionamentos (os quais nunca acontecem e quando ocorrem são muito rápidos), ainda tenho os Mirandas racionais, práticos e sempre “sabem” o que desejam ( e quando conseguem ficam na dúvida se realmente foi a melhor escolha).

Geralmente somos vistos aos domingos depois do almoço sentados em algum endereço requintado da cidade, em conversas nada requintadas sobre o que ocorreu no decorrer da semana, conquistas e fracassos postos a mesa entre goles de café e acepipes. Os louros da vitória para que saiu incólume de alguma investida amorosa ou consolo aos que fracassaram, com certeza essa semana receberei algum alento, pois café sem açúcar parecerá aceitável perto das amarguras do meu histórico recente.

E assim as relações começam e terminam entre o cheirinho da fumaça e o trânsito caótico, regados pela habitual garoa da terra na cidade que nunca dorme e que muitas vezes nos tira o sono.