sexta-feira, 26 de junho de 2009

BARBIECIÊNCIA


Turma desculpe o desaparecimento, depois da semana “pride” eu tive um período “shame” total, aliás, queria agradecer ao pessoal da clínica de desintoxicação pelos cuidados e carinho. Banho frio as três da madruga não foi “punk”, também aquela cápsulas que me fazia babar o dia inteiro não bateram legal (estou brincando!!!!!. )

Na verdade não abusei não, fui a 3 festas fiquei comportado “quase” todo o tempo, estava mais como um pesquisador para um trabalho de antropologia, tive o meu Iphone roubado no último dia (quem tiver notícias dele reportar aqui) ele continha cenas íntimas da minha última investida amorosa (RS).

Voltando ao foco (como perco isso fácil), queria dizer o quanto enriquecedoras foram as experiências no período festivo, o interminável material de estudos que pude coletar entre os moçoilos.

Por exemplo, vejam alguns:

Antropologia – Neste campo de estudo eu pude perceber nas festas o quantos os homens estavam preocupados em estudar outros homens, uma troca de olhares sem fim, uma inquietante e constate procura pelo modelo ideal de exemplar humano do sexo masculino, isso também explica o processo migratório que a cidade sofre neste período.

Sociologia – Nesse processo que interliga o ser humano ao seu meio, realmente demos aulas, todos comungavam dos mesmos objetivos, ou seja, homens unidos pelos homens. Somos seres sociais e nessa época ficamos mais sociáveis ainda (com os homens).

Neurolingüística – Esta área é fascinante nas baladas, quem estiver sóbrio e parar mesmo que 10 minutos para observar, nem precisa ir às ilhas Galápagos para observar espécimes biológicos em plena atividade pré-acasalamento. Peitos estufados, braços firmes levemente afastados do tronco e um olhar capaz de consumir com uma piscada (lógico que isso tudo antes dos aspectos químicos começarem a fazer efeito, reduza em 75% esta capacidade após o uso das “coisinhas”).


Geografia – Este tipo de ciência você se depara quando o rapaz em questão é de fora e tenta situar a sua cidade de origem, tipo o que eu escutei: “Sou de Tupã perto de Marília” dei um Google Earth na hora para descobrir o que ele estava se referindo (Lógico que isso foi antes de subtraírem meu Iphone).

Filosofia – Como bunda cada um tem a sua, porém as máximas filosóficas mais ouvidas foram “A vida é para ser vivida!” ou “ Meu C* de canudinho” ou ainda “ Enquanto não aparece o homem certo eu vou ficando com os errados” os filósofos gays de antigamente costumavam a ser mais profundos.

Economia – Nunca se viu tantas contas para saber se a grana dava para ir até o final da maratona de festas, tirando o dinheiro da colocação, isso foi o que mais preocupou a moçada.

Direito – Se formos pegos com X balas, até quanto posso alegar consumo próprio? Ou no código penal esse negócio de colocar na água já esta classificado como droga?

Arqueologia – Quando a “bala” caí no chão um rede solidária de celulares se abrem para iluminar cada fresta de chão, na busco pelo famigerado item em cada palmo da pista.

Teologia – Conseguem atribuir a viagem a uma experiência extracorpórea onde uma entidade lhe transmite uma mensagem (nunca se lembram do teor da mesma), mas juram que aconteceu!

Enfim neste tipo de universidade aprendemos muito e ainda gostamos de levar pau no final!

2 comentários:

RP disse...

Tragicomédia é tdb!

Observador disse...

Muito legal seu blog. Parabéns!
Olha, tem uma notícia sobre bolsas de estudos p GLBT nesse endereço: http://estudar-nos-eua.blogspot.com/2009/12/bolsas-para-estudantes-lgbt.html
Acho q seria legal divulgar!!
Bjs